quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A Imagem no Contexto da Informação

Desde a pré-história, ou seja, antes da invenção (ou seria descoberta?) da escrita, as imagens já eram utilizadas como uma forma de comunicação. É uma certeza afirmar que toda imagem contém uma mensagem, um significado, seja ela em quaisquer formatos: pintura, desenho, fotografia, imagens tridimensionais, como as esculturas, imagens em movimento, tal qual cinema, televisão, etc. E tudo está em um constante processo de evolução.

No século XIX ocorreram grandes descobertas em experiências utilizando câmara escura, dando início à fotografia. Em diversos lugares do mundo ousados pesquisadores desenvolveram diferentes técnicas, sendo creditado como precursores o francês Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) e o pintor Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851).
No decorrer do século XX a fotografia passou a ter uma relevância na imprensa através do fotojornalismo. Também no século XX as técnicas de revelação evoluíram, os equipamentos tornaram-se cada vez mais portáteis, leves e discretos. No final desse mesmo século surge a fotografia digital, que conquistou não só os profissionais do jornalismo (pelo fato de ser muito prático ver à foto no momento em que foi registrada pela câmera, não precisando usar um filme inteiro e revelação posterior para constatar como saiu a imagem), mas, principalmente usuários ocasionais.

Muita gente taxa a fotografia tradicional de anacrônica, dizem que caiu em desuso e deve ser aposentada. Eu discordo. A fotografia analógica apresenta um aspecto visual muito mais bonito, de um ponto de vista artístico, do que a fotografia digital.

Como a fotografia apresenta um indício visual do passado, deve conter informação do momento em que foi produzida, respeitando elementos básicos da organicidade arquivística como a proveniência e a atividade geradora do documento. Normalmente a organização valoriza mais a informação visual do que o contexto de produção do documento fotográfico.

Levando em consideração o conceito mais elementar que afirma que é diferença básica entre o trabalho do arquivista e o do bibliotecário é o suporte, os arquivos dependem de análise da necessidade do usuário e das características dos documentos e a organização de livros segue padrões internacionais, é interessante questionar: por que em algumas instituições a fotografia não é tratada como documento arquivístico? Em alguns casos até utilizam o WiniSIS como base de dados para organização, como se fossem itens de biblioteca.



Referências:

OLIVEIRA, Erivam Morais de. Da fotografia analógica à ascensão da fotografia digital. Disponível em: http://www.bocc.uff.br/pag/oliveira-erivam-fotografia-analogica-fotografia-digital.pdf. Acesso em: 21 set. 2010.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sua opinião é importante. Obrigado por comentar.